sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Exemplos de cacofonia
A caca da cacofonia
Penso e repenso. Pode ser que se me tenha escapado. Mas, pra implantar essa estúrdia (!) hifeniano-desacentada reforma, houve um plebiscito? Alguém te ouviu, grande escritor? Alguém te consultou, dedicado professor? Ou apenas os velhinhos da Academia daqui (38, mais dois mortos em rodízio) resolveram isso combinando com os 38 velhinhos (restantes) de lá?
É isso, não adianta chiar. Foram muitas viagens, conferências, convescotes, assessores (palavra com muito esse, vamos economizar: aceçores), conselheiros/as e olheiros durante as inúmeras viagens nesses quinze anos de estudos. Natural. Portugal e derivados são países extremamente agradáveis pros nossos velhinhos. E o Brasil é muitíssimo tropical pros galegos (vocês se lembram quando português era chamado de galego? Os americanos, cheios de culpas ancestrais, ainda não tinham inventado o politicamente correto).
Por natureza, não por ideologia, nunca respeitei nenhuma dessas convenções. Pois convenções são muito convencionais. Só respeito coisas respeitáveis, indubitáveis: tombo de escada, queda da bolsa, escorregão em cocô de cachorro.
Agora, se tem traço, se tem ponto, se tem pesponto, posponto, chapeuzinho, eu faço como fazia o Aurélio, Aurélio vírgula ou Aurélio Cabeleira, nosso companheiro na revista O Cruzeiro. Examinava nossos textos com a maior sem-cerimônia – já era um sábio no ramo – e tascava vírgulas. Uma vez, pegando uma lauda de um colega, na qual o dito não tinha posto nenhuma pontuação, e não por rebeldia, por pura ignorância, Aurélio encheu de vírgulas tudo o que sobrou da página, e decretou: "Taí, rapaz, agora pega essas vírgulas e salpica onde couber".
Defeitos do texto - Cacofonia
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Falcão - No alto daquele cúme
No alto daquele cume
Plantei uma roseira
O vento no cume bate
A rosa no cume cheira
Quando vem a chuva fina
Salpicos no cume caem
Formigas no cume entram
Abelhas do cume saem
Quando vem a chuva grossa
A água do cume desce
O barro do cume escorre
O mato no cume cresce
Então quando cessa a chuva
No cume volta a alegria
Pois torna a brilhar denovo
O sol que no cume ardia
(G# Fm A#m D#)
No alto daquele cume
Plantei uma roseira
O vento no cume bate
A rosa no cume cheira
Quando vem a chuva fina
Salpicos no cume caem
Formigas no cume entram
Abelhas do cume saem
Quando vem a chuva grossa
A água do cume desce
O barro do cume escorre
O mato no cume cresce
Então quando cessa a chuva
No cume volta a alegria
Pois torna a brilhar denovo
O sol que no cume ardiafonte: http://www.cifraclub.com.br/falcao/no-cume/http://www.cifraclub.com.br/falcao/no-cume/
sábado, 24 de julho de 2010
Etiqueta em redes de relacionamento social
Consulte o artigo iinfraindicado que tem muito a contribuir para a formação e informação no exercício da cidadania - espaço comunicativo em redes, confira!
fonte: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI157611-15201,00-A+ETIQUETA+DO+FACEBOOK.html
terça-feira, 30 de março de 2010
TEXTO PARA ANÁLISE - Podres poderes
Caetano Veloso
Composição: Caetano VelosoSeus podres poderes
Motos e fuscas avançam
Os sinais vermelhos
E perdem os verdes
Somos uns boçais...
Queria querer gritar
Setecentas mil vezes
Como são lindos
Como são lindos os burgueses
E os japoneses
Mas tudo é muito mais...
Será que nunca faremos
Senão confirmar
A incompetência
Da América católica
Que sempre precisará
De ridículos tiranos
Será, será, que será?
Que será, que será?
Será que esta
Minha estúpida retórica
Terá que soar
Terá que se ouvir
Por mais zil anos...
Enquanto os homens exercem
Seus podres poderes
Índios e padres e bichas
Negros e mulheres
E adolescentes
Fazem o carnaval...
Queria querer cantar
Afinado com eles
Silenciar em respeito
Ao seu transe num êxtase
Ser indecente
Mas tudo é muito mau...
Ou então cada paisano
E cada capataz
Com sua burrice fará
Jorrar sangue demais
Nos pantanais, nas cidades
Caatingas e nos gerais
Será que apenas
Os hermetismos pascoais
E os tons, os mil tons
Seus sons e seus dons geniais
Nos salvam, nos salvarão
Dessas trevas e nada mais...
Enquanto os homens exercem
Seus podres poderes
Morrer e matar de fome
De raiva e de sede
São tantas vezes
Gestos naturais...
Eu quero aproximar
O meu cantar vagabundo
Daqueles que velam
Pela alegria do mundo
Indo e mais fundo
Tins e bens e tais...
Será que nunca faremos
Senão confirmar
Na incompetência
Da América católica
Que sempre precisará
De ridículos tiranos
Será, será, que será?
Que será, que será?
Será que essa
Minha estúpida retórica
Terá que soar
Terá que se ouvir
Por mais zil anos...
Ou então cada paisano
E cada capataz
Com sua burrice fará
Jorrar sangue demais
Nos pantanais, nas cidades
Caatingas e nos gerais...
Será que apenas
Os hermetismos pascoais
E os tons, os mil tons
Seus sons e seus dons geniais
Nos salvam, nos salvarão
Dessas trevas e nada mais...
Enquanto os homens
Exercem seus podres poderes
Morrer e matar de fome
De raiva e de sede
São tantas vezes
Gestos naturais
Eu quero aproximar
O meu cantar vagabundo
Daqueles que velam
Pela alegria do mundo...
Indo mais fundo
Tins e bens e tais!
Indo mais fundo
Tins e bens e tais!
Indo mais fundo
Tins e bens e tais!
(VELOSO, Caetano. In: velô). LP Philips 824024 1984 LadoA faixa )
sexta-feira, 19 de março de 2010
NARRATIVAS
Existem, entretanto, determinadas características que diferenciam a narração escrita, seja ela em forma de crônica, conto, novela ou romance. Vejamos essas características.
CRÔNICA
É uma narrativa condensada, que focaliza um flagrante da vida, pitoresco e atual, real ou imaginário, com ampla variedade temática, num tom poético, porém coloquial. Sua ação é rápida e sintética. Assemelha-se a urna reportagem jornalística.
O texto “A idade da pedra”, de Carlos Eduardo Novaes, que foi lido no início do Capítulo 12, enquadra-se nessa definição. E uma crônica que mistura o humor à crítica social. O autor analisa o comportamento do adolescente e o do adulto frente às obrigações sociais e familiares, numa linguagem fluente, coloquial, através de um enredo rápido e simples.
Dentre nossos melhores cronistas, temos: Luis Fernando Veríssimo, Fernando Sabino, Loureço Diaféria, Rubem Braga, Carlos Drummond de Andrade, Rachei de Queiroz, Cecília Meireles e muitos outros.
CONTO
Trata-se de uma narrativa objetiva que apresenta um único conflito, tomado já próximo do seu desfecho. Encerra uma história com poucas personagens, e também tempo e espaço reduzidos. Ocorre a presença de diálogos que revelam o conflito entre as personagens.
No conto destacam-se: Machado de Assis, Monteiro Lobato, Lygia Fagundes Telles, Mário de Andrade, Luís Vilela, Ignácio de Loyola Brandão, Marina Colasanti e outros.
ROMANCE
Caracteriza-se como uma narrativa longa, de trama ou enredo complexo, com um conflito central e vários secundários que se relacionam entre si. Existe também um número ilimitado de personagens e total liberdade de espaço e tempo.
As personagens trabalhadas são planas ou redondas, de acordo com a complexidade de seu comportamento. A personagem plana apresenta uma atitude previsível e marcante que se define através de um único traço: é fraco ou de temperamento forte, bom ou mau etc. Já a personagem redonda ou esférica possui vários aspectos, sendo imprevisível nos seus atos. Ora é santa, ora é demônio, louca ou sensata etc.
No romance, o tempo pode ser cronológico (tempo material, marcado pelo relógio) ou psicológico (existente na mente da personagem, baseia-se no fluxo desordenado do inconsciente). A maioria dos romances é narrada em 3ª pessoa, ou seja, o narrador está distante dos fatos, como observador; mas há aqueles cujo foco narrativo é em lª pessoa, com narrador-personagem. Inúmeros são os nossos romancistas: Guimarães Rosa, Clarice Lispector, Graciliano Ramos, Jorge Amado, Paulo Coelho, Autran Dourado, Adonias Filho, João Ubaldo Ribeiro, entre outros.
NOVELA
Na novela, ocorre uma pluralidade e sucessividade de células dramáticas, relativamente independentes e superficiais, conservando um elo que lhes serve de encadeamento. Esse elo pode ser uma ou mais personagens que permanecem em outros capítulos, enquanto alguns conflitos são substituídos por outros. Ocorre a presença de diálogos rápidos ou breves, a narrativa é direta, sem divagações e com pouca descrição. Quanto ao tempo, espaço, foco narrativo, número e espécie de personagem, a novela é semelhante ao romance, sendo um pouco menor que este e maior que o conto.
São autores de novelas: Érico Veríssimo, Guimarães Rosa, Fernando Sabino, Graciliano Ramos e outros.
Para você conhecer melhor um desses tipos de narrativa, vamos à leitura de um dos contos de Lygia Fagundes TelIes?
NARRAÇÃO: O MONÓLOGO
Você já estudou o diálogo, uma conversa entre duas pessoas. Mas quando uma só pessoa fala, respondendo a si própria, ou seja, fica meditando com seus “próprios botões”, temos então um monólogo.
Observe o monólogo de um ascensorista que, trabalhando durante anos num mesmo prédio, pôde conhecer particularidades da vida de cada morador. Ali, preso diariamente naquele espaço do elevador, ele se distraía, falando consigo mesmo. Leia o monólogo.
O ASCENSORISTA
Não sei por quê, amanheci hoje com predisposição para a melancolia. Comecei servindo com certa indiferença, sem atentar bem no que fazia. Mais parecendo uma sombra conduzindo sombras. Será que a minha sina é ficar subindo e descendo gente até o fim da vida? E esse prédio? Daqui a cem, duzentos anos, que será dele? Terá aquela mesma velhinha se repetindo à janela? E que espécie de gente, que paixões, que negócios entre suas paredes? Homens e mulheres de sempre, fazendo a mesma coisa, com outras caras, outros nomes?...
.......
FONTE: material didático/pedagógico: Colégio Disciplina
FÁBULAS
A fábula é um historia narrativa que surgiu no Oriente, mas foi particularmente desenvolvido por um escravo chamado Esopo, que viveu no século 6º. a.C., na Grécia antiga. Esopo inventava histórias em que os animais eram os personagens. Por meio dos diálogos entre os bichos e das situações que os envolviam, ele procurava transmitir sabedoria de carácter moral ao homem. Assim, os animais, nas fábulas, tornam-se exemplos para o ser humano. Cada bicho simboliza algum aspecto ou qualidade do homem como, por exemplo, o leão representa a força; a raposa, a astúcia; a formiga, o trabalho etc. É uma narrativa inverossímil, com fundo didático. Quando os personagens são seres inanimados, objetos, a fábula recebe o nome de apólogo. A temática é variada e contempla tópicos como a vitória da fraqueza sobre a força, da bondade sobre a astúcia e a derrota de preguiçosos.
A fábula já era cultivada entre assírios e babilônios, no entanto foi o grego Esopo quem consagrou o gênero. La Fontaine foi outro grande fabulista, imprimindo à fábula grande refinamento. George Orwell, com sua Revolução dos Bichos (Animal Farm), compôs uma fábula (embora em um sentido mais amplo e de sátira política).
As literaturas portuguesa e brasileira também cultivaram o gênero com Sá de Miranda, Diogo Bernardes, Manoel de Melo, Bocage, Monteiro Lobato e outros.Uma fábula é um conto em que as personagens falam sendo animais e que há sempre uma frase a ensinar-nos alguma coisa para não cometermos erros.
Características:
As fabulas são narrativas curtas, na qual os personagens são animais e nelas sempre no final mostra uma lição de moral..........
FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/F%C3%A1bula
O Burro Juiz:
O LEÃO E O RATO
Depois que o Leão desistiu de comer o rato porque o rato estava com espinho no pé (ou por desprezo, mas dá no mesmo), e, posteriormente, o rato, tendo encontrado o Leão envolvido numa rede de caça, roeu a rede e salvou o Leão (por gratidão ou mineirice, já que tinha que continuar a viver na mesma floresta), os dois, rato e Leão, passaram a andar sempre juntos, para estranheza dos outros habitantes da floresta (e das fábulas). E como os tempos são tão duros nas florestas quanto nas cidades, e como a poluição já devastou até mesmo as mais virgens das matas, eis que os dois se encontraram, em certo momento, sem ter comido durante vários dias. Disse o Leão:
- Nem um boi. Nem ao menos um paca. Nem sequer uma lebre. Nem mesmo uma borboleta, como hors-d'oeuvres de uma futura refeição.
Caiu estatelado no chão, irado ao mais fundo de sua alma leonina. E, do chão onde estava, lançou um olhar ao rato que o fez estremecer até a medula. "A amizade resistiria à fome?" - pensou ele. E, sem ousar responder à própria pergunta, esgueirou-se pé ante pé e sumiu da frente do amigo(?) faminto. Sumiu durante muito tempo. Quando voltou, o Leão passeava em círculos, deitando fogo pelas narinas, com ódio da humanidade. Mas o rato vinha com algo capaz de aplacar a fome do ditador das selvas: um enorme pedaço de queijo Gorgonzola que ninguém jamais poderá explicar onde conseguiu (fábulas!). O Leão, ao ver o queijo, embora não fosse um animal queijífero, lambeu os beiços e exclamou:
- Maravilhoso, amigo, maravilhoso! Você é uma das sete maravilhas! Comamos, comamos! Mas, antes, vamos repartir o queijo com equanimidade. E como tenho receio de não resistir à minha natural prepotência, e sendo ao mesmo tempo um democrata nato e confirmado, deixo a você a tarefa ingrata de controlar o queijo com seus próprios e famélicos instintos. Vamos, divida você, meu irmão! A parte do rato para o rato; para o Leão, a parte do Leão.
A expressão ainda não existia naquela época, mas o rato percebeu que ela passaria a ter uma validade que os tempos não mais apagariam. E dividiu o queijo como o Leão queria: uma parte do rato, outra parte do Leão. Isto é: deu o queijo todo ao Leão e ficou apenas com os buracos. O Leão segurou com as patas o queijo todo e abocanhou um pedaço enorme, não sem antes elogiar o rato pelo seu alto critério:
- Muito bem, meu amigo. Isso é que se chama partilha, Isso é que se chama justiça. Quando eu voltar ao poder, entregarei sempre a você a partilha dos bens que me couberem no litígio com os súditos. Você é um verdadeiro e egrégio meritíssimo! Não vai se arrepender!
E o ratinho, morto de fome, riu o riso menos amarelo que podia, e ainda lambeu o ar para o Leão pensar que lambia os buracos de queijo. E enquanto lambia o ar, gritava, no mais forte que podiam seus fracos pulmões:
- Longa vida ao Rei Leão! Longa vida ao Rei Leão!
MORAL: Os ratos são iguaizinhos aos homens.
Millôr Fernandes
quinta-feira, 18 de março de 2010
CONTOS
teve gente que levou um susto.
Teve gente que caiu na risada.
Teve gente que tremeu de medo.
E gente que achou uma delícia.
E gente arrancando os cabelos.
E gente soltando rojões.
E gente mordendo a língua, perdendo o sono, gritando viva, roendo as unhas, batendo palma, fugindo apavorada e ainda gente ficando muito, muito, muito feliz.
Uns tinham certeza de que aquilo não podia ser feito de jeito nenhum.
Outros também tinham certeza. Disseram: - Viva! Que bom! Até que enfim!
Muitos ficaram preocupados. Exigiram que aquilo fosse proibido. Garantiram que aquilo era impossível. Que aquilo era errado. Que aquilo podia ser muito perigoso.
Outros, tranqüilos, festejaram, deram risadas, comemoraram e, abraçados, saíram pelas ruas, cantando e dançando felizes da vida.
Alguns, inconformados, resolveram perseguir aquilo. Disseram que aquilo não valia nada. Disseram que era preciso acabar logo com aquilo ou, pelo menos, pegar e mandar aquilo para bem longe.
Muitos defenderam e elogiaram aquilo. Juraram que aquilo era bom. Que aquilo ia ser melhor para todos. Que esperavam aquilo faz tempo. Que aquilo era importante, bonito e precioso.
Alguém decidiu acabar com aquilo de qualquer jeito.
Mas outro alguém disse que não! E foi correndo esconder aquilo devagarinho no fundo do coração.
Caro leitor: aquilo pode ser muitas coisas. Sinta-se a vontade, pegue um lápis e uma folha de papel e escreva sobre aquilo: diga, em sua opinião e em seu sentimento, o que é aquilo, como é aquilo, o que aquilo faz, de onde veio aquilo, para onde aquilo vai e que sentido, afinal, aquilo tem. Se quiser, desenhe aquilo também.
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Azevedo, Ricardo. Se eu fosse aquilo... In Revista Nova Escola, nº 169, janeiro/ fevereiro de 2004.
CRôNICAS
Crônica é uma narrativa curta que tem como tema fatos da vida cotidiana, muitas vezes abordados com humor e simplicidade.
No Brasil, a produção de crônicas é bastante vasta. Nessa área, destacam-se escritores como Rubem Braga. Fernando Sabino. Stanislaw Ponte Preta, Moacyr Scliar entre outros.
Vejamos alguns conceitos a respeito deste gênero, segundo alguns desses grandes escritores.
"Muita gente une pergunta se tudo de que falo acontece mesmo, ou se invento. Vivo me inspirando em histórias de amigos, em coisas de que ouço falar. Na realidade, enfim. Mas também costuro acontecimentos entre si, dou um toque pessoal, exagero, busco o humor que faz parte da vida na cidade grande”. (Walcyr Carrasco _ ‘O golpe do aniversariante e outras crônicas)
"A crônica é o espaço em que o escritor transita pelo cotidiano, discute eventos, opina, reivindica, ironiza, conta casos, expõe emoções. Lirismo, humor, indignação, meditação - tudo vale.”
“Muitas vezes o escritor usa aquele espaço para testar o efeito de um texto que depois incluirá em soa obra maior”. (Ivan Ângelo — ‘O comprador de aventuras e outras crônicas’)
O pomar dá literatura é composto de diferentes espécies: a poesia, que, pela sua delicadeza, comparo à uva; o romance, que, pela sua densidade, me lembra uma jaca (não da para comer uma jaca de uma vez); o conto, que, para ter qualidade, precisa ser redondo como uma lima; a novela, que, a meio caminho entre o conto e o romance, poderia ser um melão; e a crônica, que, pela variedade e popularidade, equivale à laranja.
O conto, como uma lima, tem a casca mais fina e pode até ser agradável a um paladar delicado. A crônica, casca mais grossa, não requer tantos cuidados para a frutificação. Cresce em produções espontâneas, em jornais, revista, mas nem por isso perde seu valor nutritivo: contém todas as vitaminas necessárias à formação de um bom leitor.
As crônicas, como as laranjas podem ser doces ou azedas: consumidas em gomos ou pedaços, na poltrona de casa, ou virar suco, espremida em sala de aula. Sentirá seu fino sabor quem souber apreciá-la de maneira sensata."
(Carlos Eduardo Novaes _ ‘A cadeira, do dentista e outras crônicas’)
“A crônica não tem a pretensão de ensinar coisa, alguma a alguém. Como cronista quero apenas convidar você, leitor, a descobrir um mundo maravilhoso, dentro do mundo em que você vive. Este é o mundo da leitura. É ai que estão guardadas as melhores crônicas, as melhores histórias. Está à disposição de qualquer um, mas nem toda gente sabe que ele existe, e por isso não pode sentir o prazer que ele dá”.
“Crônicas são histórias que podem ter acontecido com todo mundo: até com você mesmo com pessoas de sua família ou com seus amigos. Mas uma coisa é acontecer, outra coisa é contar, escrever aquilo que aconteceu. Então você notará, ao ler a narração do fato, como ele ganha interesse especial”. (Carlos Drummond de Andrade, Fernando Sabino, Rubem Braga — Para gostar de ler volume 01- Crônicas)
"A crônica não tem a pretensão de durar, uma vez que é filha do jornal e da era da máquina, onde tudo acaba tão depressa; publicação efêmera que se compra num dia e no dia seguinte é usada para embrulhar um par de sapatos ou forrar algum caixote”.
Sob vários aspectos é um gênero brasileiro, pela naturalidade com que se adaptou ao estilo despreocupado e feliz do povo brasileiro.
“Ao longo do tempo foi largando cada vez mais a intenção de informar e comentar (jornalismo) para ficar sobretudo com a de divertir.” (Antônio Candido _ estudioso da Literatura Brasileira)
Características da Crônica
· A crônica nasceu nas páginas dos jornais e revistas.
· E uma narrativa curta que tem como tema fatos da vida cotidiana, muitas vezes abordados com humor e simplicidade.
· Apresenta um titulo que, na maioria das vezes, revela a idéia principal do texto.
· A crônica parte de um fato cotidiano vivido por personagens em determinados lugares (num bar, num ponto de ônibus, numa festa). Por essa razão, o tempo e o espaço são limitados, curtos.
· Pode apresentar os elementos básicos da narrativa: fatos, personagens, tempo e lugar.
· Tem por objetivo divertir e/ou refletir criticamente sobre a vida e os comportamentos humanos, as tradições e os hábitos de um povo.
· Pode apresentar narrador-observador ou narrador-personagem. O uso do narrador em 1ª pessoa faz com que, muitas vezes, tenhamos a impressão de que foi o autor da crônica que viveu a situação narrada. Além disso, esse recurso faz com que haja uma cumplicidade, entre o leitor e o escritor.
· Em relação à linguagem, a crônica está mais próxima dos textos literários que dos jornalísticos.
Os fatos são narrados de forma pessoal, subjetiva, sob o olhar do cronista. A variedade lingüística adotada na crônica é a variedade informal, simples, e direta, próxima do leitor.
· Geralmente os personagens se comunicam através de diálogos, fazendo uso então do discurso direto. Em geral, ele é ágil e direto, justamente para dar uma idéia de movimento, ação, dinamismo.
O emprego de algumas figuras de linguagem também traz um dinamismo ao texto, como por exemplo, o uso da ironia, da hipérbole. A critica é outro recurso empregado a favor da linguagem e da criatividade dos textos.
Bibliografia:
1- “Aulas de Redação” (Maria Aparecida Negrinho), ed. Ática
2- “Texto e Interação” (William Roberto Cereja), ed. Atual
3- "Leitura e Produção de Texto” (Patrícia Moreli), ed. Quinteto Editorial
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O Homem Nu
Ao acordar, disse para a mulher:
Esta é uma das crônicas mais famosas do grande escritor mineiro Fernando Sabino. Extraída do livro de mesmo nome, Editora do Autor - Rio de Janeiro, 1960, pág. 65.
Agradeço a Cristhiano Rocha Pereira pela lembrança.
sexta-feira, 5 de março de 2010
Logograma
Um logograma que denota um conceito através de um símbolo gráfico é um ideograma. Um que o representa diretamente, através de uma ilustração, é um pictograma.
Linguagem e leitura cifrada
De aorcdo com uma peqsiusa de uma uinrvesriddae ignlsea, não ipomtra em qaul odrem as Lteras de ma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia Lteras etejasm no lgaur crteo. O rseto pdoe ser uma bçguana ttaol, que vcoê anida pdoe ler sem pobrlmea. Itso é poqrue nós não lmeos cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo. Sohw de bloa.
Fixe seus olhos no texto abaixo e deixe que a sua mente leia corretamente o que está escrito.
35T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4 M05TR4R COMO NO554 C4B3Ç4 CONS3GU3 F4Z3R CO1545 1MPR3551ON4ANT35! R3P4R3 N155O! NO COM3ÇO 35T4V4 M310 COMPL1C4DO, M45 N3ST4 L1NH4 SU4 M3NT3 V41 D3C1FR4NDO O CÓD1GO QU453 4UTOM4T1C4M3NT3, S3M PR3C1S4R P3N54R MU1TO, C3RTO? POD3 F1C4R B3M ORGULHO5O D155O! SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3!
P4R4BÉN5!
Se vc conseguir ler as primeiras palavras o cérebro decifrará automaticamente as outras...
O mesmo ocorre com a leitura de imagens, nosso cérebro busca informações armazenadas em nossa bagagem mental e procura a associação entre o significante e o signo.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Estudando o processo de comunicação
Mentre me for’ como me vai,
Ca já moiro por vós – e ai
Mia senhor branca e vermelha,
Queredes que vos retraia
Quando vos eu vi em saia!
Mão dia me levantei,
Que vos entorn non vi fea!
E, mia senhor, des aquel di’, ai!
Me foi a mi muin mal,
E vós, filha de don Paai
Moniz, e bem vos semelha
D’aver eu por vós guarvaia,
Pois eu, mia senhor, d’alfaia
Nunca de vós ouve nem ei valia d’ua Correa.
(Paio Soares Taveirós)
No mundo ninguém se assemelha a mim (parelha: semelhante)
enquanto a minha vida continuar como vai
porque morro por vós, e ai
minha senhora de pele alva e faces rosadas,
quereis que vos descreva (retrate)
quando vos eu vi sem manto (saia: roupa íntima)
Maldito dia! me levantei
que não vos vi feia (ou seja, a viu mais bela)
E, minha senhora, desde aquele dia, ai
tudo me foi muito mal
e vós, filha de don Pai -
Moniz, e bem vos parece
de ter eu por vós guarvaia (guarvaia: roupa luxuosa)
pois eu, minha senhora, como mimo (ou prova de amor)
de vós nunca recebi
algo, mesmo que sem valor. (correa: coisa.sem valor)
ps. colaborador/Gustavo
sábado, 9 de janeiro de 2010
Você sabe o que é palíndromo?
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Sinto Vergonha de mim
por ter sido educador de parte desse povo,
por ter batalhado sempre pela justiça,
por compactuar com a honestidade,
por primar pela verdade
e por ver este povo já chamado varonil
enveredar pelo caminho da desonra.
por ter feito parte de uma era
que lutou pela democracia,
pela liberdade de ser
e ter que entregar aos meus filhos,
simples e abominavelmente,
a derrota das virtudes pelos vícios,
a ausência da sensatez
no julgamento da verdade,
a negligência com a família,
célula-mater da sociedade,
a demasiada preocupação
com o "eu" feliz a qualquer custo,
buscando a tal "felicidade"
em caminhos eivados de desrespeito
para com o seu próximo.
pela passividade em ouvir,
sem despejar meu verbo,
a tantas desculpas ditadas
pelo orgulho e vaidade,
a tanta falta de humildade
para reconhecer um erro cometido,
a tantos "floreios" para justificar
atos criminosos,a tanta relutância
em esquecer a antiga posição
de sempre "contestar",
voltar atrás
e mudar o futuro.
pois faço parte de um povo que não reconheço,
enveredando por caminhos
que não quero percorrer...
da minha falta de garra,
das minhas desilusões
e do meu cansaço.
pois amo este meu chão,
vibro ao ouvir meu Hino
e jamais usei a minha Bandeira
para enxugar o meu suor
ou enrolar meu corpo
na pecaminosa manifestação de nacionalidade.
tenho tanta pena de ti,
povo brasileiro!
(http://www.paginapoeticadecleidecanton.com/)
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
a rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto". (Rui Barbosa)
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Declaração Universal dos Direitos Humanos
CONSIDERANDO que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da familia humana e seus direitos iguais e inalienáveis é o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo, CONSIDERANDO que o desprezo e o desrespeito pelos direitos do homem resultaram em atos bárbaros que ultrajaram a consciência da Humanidade, e que o advento de um mundo em que os homens gozem de liberdade de palavra, de crença e da liberdade de viverem a salvo do temor e da necessidade,
CONSIDERANDO ser essencial que os direitos do homem sejam protegidos pelo império da lei, para que o homem não seja compelido, como último recurso, à rebelião contra a tirania e a opressão, CONSIDERANDO ser essencial promover o desenvolvimento de relações amistosas entre as nações, CONSIDERANDO que os povos das Nações Unidas reafirmaram, na Carta, sua fé nos direitos do homem e da mulher, e que decidiram promover o progresso social e melhores condições de vida em uma liberdade mais ampla, CONSIDERANDO que os Estados Membros se comprometeram a promover, em cooperação com as Nações Unidas, o respeito universal aos direitos e liberdades fundamentais do homem e a observância desses direitos e liberdades, CONSIDERANDO que uma compreensão comum desses direitos e liberdades é da mais alta importância para o pleno cumprimento desse compromisso,
A Assembléia Geral das Nações Unidas proclama a presente "Declaração Universal dos Direitos do Homem" como o ideal comum a ser atingido por todos os povos e todas as nações, com o objetivo de que cada indivíduo e cada órgão da sociedade, tendo sempre em mente esta Declaração, se esforce, através do ensino e da educação, por promover o respeito a esses direitos e liberdades, e, pela adoção de medidas progressivas de caráter nacional e internacional, por assegurar o seu reconhecimento e a sua observância universais e efetivos, tanto entre os povos dos próprios Estados Membros, quanto entre os povos dos territórios sob sua jurisdição.
Artigo 1
Todos os homens nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade.
Artigo 2
I) Todo o homem tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição.
II) Não será também feita nenhuma distinção fundada na condição política, jurídica ou internacional do país ou território a que pertença uma pessoa, quer se trate de um território independente, sob tutela, sem governo próprio, quer sujeito a qualquer outra limitação de soberania.
Artigo 3
Todo o homem tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.
Artigo 4
Ninguém será mantido em escravidão ou servidão; a escravidão e o tráfico de escravos estão proibidos em todas as suas formas.
Artigo 5
Ninguém será submetido a tortura, nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante.
Artigo 6
Todo homem tem o direito de ser, em todos os lugares, reconhecido como pessoa perante a lei.
Artigo 7
Todos são iguais perante a lei e tem direito, sem qualquer distinção, a igual proteção da lei. Todos tem direito a igual proteção contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação.
Artigo 8
Todo o homem tem direito a receber dos tribunais nacionais competentes remédio efetivo para os atos que violem os direitos fundamentais que lhe sejam reconhecidos pela constituição ou pela lei.
Artigo 9
Ninguém será arbitrariamente preso, detido ou exilado.
Artigo 10
Todo o homem tem direito, em plena igualdade, a uma justa e pública audiência por parte de um tribunal independente e imparcial, para decidir de seus direitos e deveres ou do fundamento de qualquer acusação criminal contra ele.
Artigo 11
I) Todo o homem acusado de um ato delituoso tem o direito de ser presumido inocente até que a sua culpabilidade tenha sido provada de acordo com a lei, em julgamento público no qual lhe tenham sido asseguradas todas as garantias necessárias a sua defesa.
II) Ninguém poderá ser culpado por qualquer ação ou omissão que, no momento, não constituiam delito perante o direito nacional ou internacional. Também não será imposta pena mais forte do que aquela que, no momento da prática, era aplicável ao ato delituoso.
Artigo 12
Ninguém será sujeito a interferências na sua vida privada, na sua família, no seu lar ou na sua correspondência, nem a ataques a sua honra e reputação. Todo o homem tem direito à proteção da lei contra tais interferências ou ataques.
Artigo 13
I) Todo homem tem direito à liberdade de locomoção e residência dentro das fronteiras de cada Estado.
II) Todo o homem tem o direito de deixar qualquer país, inclusive o próprio, e a este regressar.
Artigo 14
I) Todo o homem, vítima de perseguição, tem o direito de procurar e de gozar asilo em outros países.
II) Este direito não pode ser invocado em casos de perseguição legitimamente motivada por crimes de direito comum ou por atos contrários aos objetivos e princípios das Nações Unidas.
Artigo 15
I) Todo homem tem direito a uma nacionalidade.
II) Ninguém será arbitrariamente privado de sua nacionalidade, nem do direito de mudar de nacionalidade.
Artigo 16
I) Os homens e mulheres de maior idade, sem qualquer restrição de raça, nacionalidade ou religião, tem o direito de contrair matrimônio e fundar uma família. Gozam de iguais direitos em relação ao casamento, sua duração e sua dissolução.
II) O casamento não será válido senão com o livre e pleno consentimento dos nubentes.
III) A família é o núcleo natural e fundamental da sociedade e tem direito à proteção da sociedade e do Estado.
Artigo 17
I) Todo o homem tem direito à propriedade, só ou em sociedade com outros.
II) Ninguém será arbitrariamente privado de sua propriedade.
Artigo 18
Todo o homem tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observâcia, isolada ou coletivamente, em público ou em particular.
Artigo 19
Todo o homem tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferências, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios, independentemente de fronteiras.
Artigo 20
I) Todo o homem tem direito à liberdade de reunião e associação pacíficas.
II) Ninguém pode ser obrigado a fazer parte de uma associação.
Artigo 21
I) Todo o homem tem o direito de tomar parte no governo de seu país diretamente ou por intermédio de representantes livremente escolhidos.
II) Todo o homem tem igual direito de acesso ao serviço público do seu país.
III) A vontade do povo será a base da autoridade do governo; esta vontade será expressa em eleições periódicas e legítimas, por sufrágio universal, por voto secreto ou processo equivalente que assegure a liberdade de voto.
Artigo 22
Todo o homem, como membro da sociedade, tem direito à segurança social e à realização, pelo esforço nacional, pela cooperação internacional e de acordo com a organização e recursos de cada Estado, dos direitos econômicos, sociais e culturais indipensáveis à sua dignidade e ao livre desenvolvimento de sua personalidade.
Artigo 23
I) Todo o homem tem direito ao trabalho, à livre escolha de emprego, a condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra o desemprego.
II) Todo o homem, sem qualquer distinção, tem direito a igual remuneração por igual trabalho.
III) Todo o homem que trabalha tem direito a uma remuneração justa e satisfatória, que lhe assegure, assim como a sua família, uma existência compatível com a dignidade humana, e a que se acrescentarão, se necessário, outros meios de proteção social.
IV) Todo o homem tem direito a organizar sindicatos e a neles ingressar para proteção de seus interesses.
Artigo 24
Todo o homem tem direito a repouso e lazer, inclusive a limitação razoável das horas de trabalho e a férias remuneradas periódicas.
Artigo 25
I) Todo o homem tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e a sua família saúde e be
star, inclusive alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis, e direito à seguranca em caso de desemprego, doença, invalidez, viuvez, velhice ou outros casos de perda de meios de subsistência em circunstâncias fora de seu controle.
II) A maternidade e a infância tem direito a cuidados e assistência especiais. Todas as crianças, nascidas dentro ou fora do matrimônio, gozarão da mesma proteção social.
Artigo 26
I) Todo o homem tem direito à instrução. A instrução será gratuita, pelo menos nos graus elementares e fundamentais. A instrução elementar será obrigatória. A instrução técnic
rofissional será acessível a todos, bem como a instrução superior, esta baseada no mérito.
II) A instrução será orientada no sentido do pleno desenvolvimento da personalidade humana e do fortalecimento do respeito pelos direitos do homem e pelas liberdades fundamentais. A instrução promoverá a compreensão, a tolerância e amizade entre todas as nações e grupos raciais ou religiosos, e coadjuvará as atividades das Nações Unidas em prol da manutenção da paz.
III) Os pais têm prioridade de direito na escolha do gênero de instrução que será ministrada a seus filhos.
Artigo 27
I) Todo o homem tem o direito de participar livremente da vida cultural da comunidade, de fruir as artes e de participar do progresso científico e de fruir de seus benefícios.
II) Todo o homem tem direito à proteção dos interesses morais e materiais decorrentes de qualquer produção científica, literária ou artística da qual seja autor.
Artigo 28
Todo o homem tem direito a uma ordem social e internacional em que os direitos e liberdades estabelecidos na presente Declaração possam ser plenamente realizados.
Artigo 29
I) Todo o homem tem deveres para com a comunidade, na qual o livre e pleno desenvolvimento de sua personalidade é possível.
II) No exercício de seus direitos e liberdades, todo o homem estará sujeito apenas às limitações determinadas pela lei, exclusivamente com o fim de assegurar o devido reconhecimento e respeito dos direitos e liberdades de outrem e de satisfazer as justas exigências da moral, da ordem pública e do bem-estar de uma sociedade democrática.
III) Esses direitos e liberdades não podem, em hipótese alguma, ser exercidos contrariamente aos objetivos e princípios das Nações Unidas.
Artigo 30
Nenhuma disposição da presente Declaração pode ser interpretada como o reconhecimento a qualquer Estado, grupo ou pessoa, do direito de exercer qualquer atividade ou praticar qualquer ato destinado à destruição de quaisquer direitos e liberdades aqui estabelecidos.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Funções de linguagem
1. Reconheça nos textos abaixo as funções de linguagem:
a)
Ela quem?
A vovó.
Tua avó está enterrada lá em cima da coxilha.
É a alma dela”. (Érico Veríssimo)
Pratos da Semana
2ª feira: Bacalhau à portuguesa
3ª feira: Bacalhau ao forno
4ª feira: Omelete de verduras
5ª feira: Lombo assado
6ª feira: Frango assado
Sábado: Feijoada
Domingo: Vatapá
Função ______________
c)
Função ______________
d)
América do Sol
América do Sal” (Osvald Andrad)
— Bonita palavra! Que significa?
— Papalvo é néscio.
— E o que quer dizer néscio?
— Néscio significa pacóvio.
— E pacóvio?
— Pacóvio é boboca.
— Ah! agora, eu entendi.” ((23) Hiram de Oliveira)
g)
Função ______________
h)
Ser criado, gerar-se, transformar
O amor em carne e a carne em amor; nascer
Respirar, e chorar, e adormecer
E se nutrir para poder chorar
(Vinicius de Moraes)
Função ______________
i)
Função ______________
" - Que coisa, né?
- É. Puxa vida!
- Ora, droga!
- Bolas!
- Que troço!
- Coisa de louco!
- É!"
Função ______________
Função ______________
m)
Função ______________
n) " -
Que quer dizer pitosga?
- Pitosga significa míope.
- E o que é míope?
- Míope é o que vê pouco."
Esta forma de linguagem predomina em todos os fragmentos, exceto:
a) “Amo-te como um bicho simplesmente
de um amor sem mistério e sem virtude
com um desejo maciço e permanente.” (Vinicius de Morais)
b) “Proponho-me a que não seja complexo o que escreverei, embora obrigada a usar as palavras que vos sustentam.”
(Clarice Lispector)
c) “Não narro mais pelo prazer de saber. Narro pelo gosto de narrar, sopro palavras e mais palavras, componho frases e mais frases.” (Silviano Santiago)
d) “Agarro o azul do poema pelo fio mais delgado de lã de seu discurso e vou traçando as linhas do relâmpago no vidro opaco da janela.” (Gilberto Mendonça Teles)
e) Que é Poesia? Uma ilha cercada de palavras por todos os lados.” (Cassiano Ricardo)
Gripe A
O vírus da Gripe A (H1N1) pode ficar viável (vivo) até 10 horas numa superfície lisa, daí a necessidade de limpeza e desinfecção constante das mãos e superfícies (álcool gel 70%)
O vírus não é mortal. O que provoca a morte são as complicações causadas pela pneumonia.
Os grupos mais suscetíveis às complicações são os indivíduos portadores de doenças respiratórias crônicas, imunocomprometidos (HIV-AIDS, diabetes, câncer, transplantados, outros), obesos, grávidas e crianças de baixo peso.
O álcool gel 70% é extremante eficaz para a desinfecção de mãos e superfícies (fricção), podendo substituir a água e sabão.
O período de incubação do vírus é de 5 a 7 dias e os sintomas aparecem, quase que imediatamente.
O vírus entra em contato com o hospedeiro pelo contato direto e /ou indireto: ao dar as mãos, beijar a bochecha e pelo nariz, boca e olhos. Pode ocorrer a transmissão também através do contato com superfícies contaminadas.
A vacinação para a gripe sazonal não protege contara a Gripe A. Até o momento não há vacinas para a Gripe A.
Não há risco de adquirir a Gripe A ao ingerir carne suína.
Finalmente seguem algumas orientações do CDC (EUA) para a divulgação entre nossos colegas, familiares, pacientes e comunidade:
Em caso de suspeita e/ou confirmação da Gripe A, utilizar a máscara N95, popularmente conhecida como “bico-de-pato”. Só a mesma previne o contágio para vias aéreas.
Lavar as mãos frequentemente com água e sabão, especialmente depois de tossir ou espirrar, ou utilizar álcool gel 70% para desinfecção de mãos.
Ao tossir ou espirrar, cobrir o nariz e a boca com um lenço, preferencialmente descartável e evite tocar seus olhos, nariz e boca (especialmente após tocar em maçanetas, corrimões, etc.).
Não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal.
Pessoas com qualquer tipo de gripe não devem freqüentar ambientes fechados e com aglomeração de pessoas.
Procurar logo uma unidade de saúde em caso de suspeita de infecção pela Influenza A (H1N1) para diagnóstico e tratamento adequados.
Ninguém deve tomar medicamento sem indicação médica.
Se você ficar doente, fique em casa, não vá ao trabalho ou à escola.
Fontes:
- Organização Mundial da Saúde (OMS)- Centers for Disease Control and Prevention (CDC) – USA- Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde- Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo- www.portalbiologica.com.br
Gripe A
PERGUNTAS E RESPOSTAS:
PERGUNTA
RESPOSTA
1.- Quanto tempo dura vivo o vírus suíno numa maçaneta ou superfície lisa?
Até 10 horas.
2. - Quão útil é o álcool em gel para limpar-se as mãos?
Torna o vírus inativo e o mata.
3.- Qual é a forma de contágio mais eficiente deste vírus?
A via aérea não é a mais efetiva para a transmissão do vírus, o fator mais importante para que se instale o vírus é a umidade, (mucosa do nariz, boca e olhos) o vírus não voa e não alcança mais de um metro de distancia.
4.- É fácil contagiar-se em aviões?
Não, é um meio pouco propício para ser contagiado.
5.- Como posso evitar contagiar-me?
Não passar as mãos no rosto, olhos, nariz e boca. Não estar com gente doente. Lavar as mãos mais de 10 vezes por dia.
6.- Qual é o período de incubação do vírus?
Em média de 5 a 7 dias e os sintomas aparecem quase imediatamente.
7.- Quando se deve começar a tomar o remédio?
Dentro das 72 horas os prognósticos são muito bons, a melhora é de 100%
8.- De que forma o vírus entra no corpo?
Por contato ao dar a mão ou beijar-se no rosto e pelo nariz, boca e olhos.
9.- O vírus é mortal?
Não, o que ocasiona a morte é a complicação da doença causada pelo vírus, que é a pneumonia.
10.- Que riscos têm os familiares de pessoas que faleceram?
Podem ser portadores e formar uma rede de transmissão.
11.- A água de tanques ou caixas de água transmite o vírus?
Não porque contém químicos e está clorada
12.- O que faz o vírus quando provoca a morte?
Uma série de reações como deficiência respiratória, a pneumonia severa é o que ocasiona a morte.
13.- Quando se inicia o contagio, antes dos sintomas ou até que se apresentem?
Desde que se tem o vírus, antes dos sintomas.
14.- Qual é a probabilidade de recair com a mesma doença?
De 0%, porque fica-se imune ao vírus suíno.
15.- Onde encontra-se o vírus no ambiente?
Quando uma pessoa portadora espirra ou tosse, o virus pode ficar nas superfícies lisas como maçanetas, dinheiro, papel, documentos, sempre que houver umidade. Já que não será esterilizado o ambiente se recomenda extremar a higiene das mãos.
17.- O vírus ataca mais às pessoas asmáticas?
Sim, são pacientes mais suscetíveis, mas ao tratar-se de um novo germe todos somos igualmente suscetíveis.
18.- Qual é a população que está atacando este vírus?
De 20 a 50 anos de idade.
19.- É útil a máscara para cobrir a boca?
Existem alguns de maior qualidade que outros, mas se você não está doente é pior, porque os vírus pelo seu tamanho o atravessam como se este não existisse e ao usar a máscara, cria-se na zona entre o nariz e a boca um microclima úmido próprio ao desenvolvimento viral: mas se você já está infectado use-o para não infectar aos demais, apesar de que é relativamente eficaz.
20.- Posso fazer exercício ao ar livre?
Sim, o vírus não anda no ar nem tem asas.
21.- Serve para algo tomar Vitamina C?
Não serve para nada para prevenir o contagio deste vírus, mas ajuda a resistir seu ataque.
22.- Quem está a salvo desta doença ou quem é menos suscetível?
A salvo não esta ninguém, o que ajuda é a higiene dentro de lar, escritórios, utensílios e não ir a lugares públicos.
23.- O virus se move?
Não, o vírus não tem nem patas nem asas, a pessoa é quem o coloca dentro do organismo.
24.- Os mascotes contagiam o vírus?
Este vírus não, provavelmente contagiem outro tipo de vírus.
25.- Se vou ao velório de alguém que morreu desse vírus posso me contagiar?
Não.
26.- Qual é o risco das mulheres grávidas com este vírus?
As mulheres grávidas têm o mesmo risco mas por dois, podem tomar os antivirais mas em caso de de contagio e com estrito controle médico.
27.- O feto pode ter lesões se uma mulher grávida se contagia com este vírus?
Não sabemos que estragos possa fazer no processo, já que é um vírus novo.
28.- Posso tomar acido acetilsalicílico (aspirina)?
Não é recomendável, pode ocasionar outras doenças, a menos que você tenha prescrição por problemas coronários, nesse caso siga tomado.
29.- Serve para algo tomar antivirales antes dos síntomas?
Não serve para nada.
30.- As pessoas com AIDS, diabetes, câncer, etc., podem ter maiores complicações que uma pessoa sadia se contagiam com o vírus?
SIM.
31.- Uma gripe convencional forte pode se converter em influenza?
NAO.
32.- O que mata o vírus?
O sol, mais de 5 dias no meio ambiente, o sabão, os antivirais, álcool em gel.
33.- O que fazem nos hospitais para evitar contágios a outros doentes que não têm o vírus?
O isolamento.
34.- O álcool em gel é efetivo?
SIM, muito efetivo.
35.- Se estou vacinado contra a influenza estacional sou inócuo a este vírus?
Não serve para nada, ainda não existe vacina para este vírus.
36.- Este vírus está sob controle?
Não totalmente, mas estão tomando medidas agressivas de contenção.
37.- O que significa passar de alerta 4 a alerta 5?
A fase 4 não faz as coisas diferentes da fase 5, significa que o vírus se propagou de Pessoa a Pessoa em mais de 2 países; e fase 6 é que se propagou em mais de 3 países.
38.- Aquele que se infectou deste vírus e se curou, fica imune?
SIM.
39.- As crianças com tosse e gripe têm influenza?
É pouco provável, pois as crianças são pouco afetadas.
40.- Medidas que as pessoas que trabalham devam tomar?
Lavar-se as mãos muitas vezes ao dia.
41.- Posso me contagiar ao ar livre?
Se há pessoas infectadas e que tosam e/ou espirre perto pode acontecer, mas a via aérea é um meio de pouco contágio.
42.- Pode-se comer carne de porco?
SIM pode e não há nenhum risco de contágio.
43.- Qual é o fator determinante para saber que o vírus já está controlado?
Ainda que se controle a epidemia agora, no inverno boreal (hemisfério norte) pode voltar e ainda não haverá uma vacina.









