terça-feira, 11 de outubro de 2016

As 13 lições que aprendi com a Arca de Noé


 1º LIÇÃO - É importante ser pontual, e não chegar depois da hora programada de partida. 

2ºLIÇÃO - Lembre-se que todos são diferentes, mas estamos no mesmo Barco.

 3º LIÇÃO - Planos para o futuro??? Não estava chovendo quando Noé começou a construir a Arca. 

4º LIÇÃO - Nunca se sinta velho, apesar do fato de alguém dizer que seu tempo já passou e que na sua idade você não pode fazer nada de grande valor.

 5º LIÇÃO - Não dê atenção à censura, mas continue o trabalho que te foi confiado. 

6º LIÇÃO - Tudo o que você fizer e construir que seja de boa qualidade, embora não seja profissional ou não seja o que você mais sabe fazer.

 7º LIÇÃO - Quando procurar uma companhia para sua viagem na vida, encontre uma pessoa que tenha os mesmos ideais relacionado a você. Os opostos podem se atrair, mas não conseguirão muito mais que isso. Então procure um parceiro que compartilhe a mesma meta e visão de continuar caminhando para a Arca. 

8º LIÇÃO - Se você sentir que seu progresso é lento, não se desespere por que o importante é a perseverança. As tartarugas estavam a bordo da Arca e foram salvas assim como os animais ágeis. 

9º LIÇÃO - Apesar de no início você se sentir sozinho ou de fazerem piadas, não se desvie da estrada e escolha os alvos corretos. 

10º LIÇÃO - Não despreze os esforços das pessoas comuns, a Arca foi construída por amadores e o Titanic por profissionais.

 11º LIÇÃO - Não há opção! Você tem que participar na construção da Arca, a fim de poder ser salvo por ela. Não há volta!!! 

12º LIÇÃO - Uma só equipe e seus membros construíram a Arca, não foram construindo cada um a sua própria. 

13º LIÇÃO - Não importa qual a tempestade que você esta enfrentando. 
Se você tem fé, haverá sempre uma esperança a sua espera.

Autor desconhecido!!

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Exemplos de cacofonia


“O meu nome é Passos Dias Aguiar Mota.” ou “Jamais chamaria ao meu filho Adolfo Dias.”

Ele  tem pretensões acerca dela

"Não pense nunca nisso" = Não pense num caniço.

"Já que tinha resolvido” = jaquetinha.



"Fábio Conceição pediu a bola e Cafu deu".  (Narração de jogo do Brasil na Coréia).

"chuta Neneca, gol!" (Idem)

 "Amasse sal e alho no aparelho de socar alho". (parte de receita de uma apresentadora de TV)

Lá, onde abunda a pita,

E a doce flor no cume cheira. (trecho de um antigo poema)

Outras frases cacofônicas:

"Lagartos do cume saiam".

"Entrega-se uma laranja por cada".

"Vamos já, que a pressa em mim abunda".
  

Em linguagem caipira:

"Topei dano nela com a vara de tocá gado".

"Tê... tinha, acabô-se tudo; só se fô desse".

"Deixa eu i-me já, que já tá pingano".
E você, já pagou algum mico por causa alguma palavra desse tipo que abunda na sua língua?


Outras frases citadas:
- Fui à casa do meu avô que dá os fundos para o bar. (a casa ou o avô?)
- Vou-me já. (mijá)
- Muito obrigado pelas honras que me já dão. (mijadão)
- Nenhum segurança havia dado. (segurança aviadado)
- Governo confisca gado de fazendas. (confiscagado)
- Usei um pilão de socar alho. (só caralho)
- Olha essa fada. (é safada) 

A caca da cacofonia

O trema foi abolido.

"Tremei, pais de família!" (como dizia Castro Alves).

Os donos do mundo, dos países, municípios, quintas e cercanias, formam a Nomenklatura. Que manda no mundo. Generais pensam mandar no exército. Quem manda é a Nomenklatura do exército. Ministérios pensam ministeriar, quem ministeria é a Nomenklatura. Escritores, jornalistas e assemelhados pensam que escrevem o que querem. Quem escreve é a Nomenklatura.

Não é à toa que Nomenklatura é palavra russa. Quer dizer, isso no pequeno período comunista. Mas antes, lá mesmo, na Rússia, você já tinha lido Gogol. Está lá todo o horror burocrático da Visita do Inspetor.

Penso e repenso. Pode ser que se me tenha escapado. Mas, pra implantar essa estúrdia (!) hifeniano-desacentada reforma, houve um plebiscito? Alguém te ouviu, grande escritor? Alguém te consultou, dedicado professor? Ou apenas os velhinhos da Academia daqui (38, mais dois mortos em rodízio) resolveram isso combinando com os 38 velhinhos (restantes) de lá?

É isso, não adianta chiar. Foram muitas viagens, conferências, convescotes, assessores (palavra com muito esse, vamos economizar: aceçores), conselheiros/as e olheiros durante as inúmeras viagens nesses quinze anos de estudos. Natural. Portugal e derivados são países extremamente agradáveis pros nossos velhinhos. E o Brasil é muitíssimo tropical pros galegos (vocês se lembram quando português era chamado de galego? Os americanos, cheios de culpas ancestrais, ainda não tinham inventado o politicamente correto).

Ué, vocês não sabiam pra que servem essas conferências – linguísticas, médicas, geográficas, políticas? Pra marcar outras conferências. Ah, lá em cima citei Castro Alves, o primeiro baiano marqueteiro do país. Bem-sucedido, seguro, poeta emérito e recitador ainda mais, Castro sabia-se. Foi à noite, em frente ao espelho, satisfeito, com razão, pela bela aparência, que ele pronunciou esta frase (ajeitando a aba do chapéu): "Tremei, pais de família!". E não é que os pais tremiam? O homem era phoda!

Já passei, em minha curta existência, por 37 reformas ortográficas e orográficas.  É, mudaram até o nome de algumas montanhas de minha intimidade, embora isso não tivesse afetado o alpinismo social de muitos letristas, a começar pelo fundador da liga principal, a de Letras.

Por natureza, não por ideologia, nunca respeitei nenhuma dessas convenções. Pois convenções são muito convencionais. Só respeito coisas respeitáveis, indubitáveis: tombo de escada, queda da bolsa, escorregão em cocô de cachorro.

Agora, se tem traço, se tem ponto, se tem pesponto, posponto, chapeuzinho, eu faço como fazia o Aurélio, Aurélio vírgula ou Aurélio Cabeleira, nosso companheiro na revista O Cruzeiro. Examinava nossos textos com a maior sem-cerimônia – já era um sábio no ramo – e tascava vírgulas. Uma vez, pegando uma lauda de um colega, na qual o dito não tinha posto nenhuma pontuação, e não por rebeldia, por pura ignorância, Aurélio encheu de vírgulas tudo o que sobrou da página, e decretou: "Taí, rapaz, agora pega essas vírgulas e salpica onde couber".

Mas não se preocupem demais com essas besteiras. Isso não dura. Como nos ensinava Rubem Braga, uns dos dez maiores escritores brasileiros do futuro, quando tínhamos algum problema ao compor uma frase: "Não quebra a cabeça, não. Dá uma voltinha". Agora, me ensina aqui, Rubem: como é que se dá uma voltinha num hífen?

(Millôr Fernandes (Veja) 

Defeitos do texto - Cacofonia

Cacofonia - Qualquer vício de linguagem fonético, geralmente resultado da proximidade não-intencional de palavras com sílabas ou fonemas idênticos ou parecidos (do grego cacos, mau, feio, defeituoso, e fonos, som, voz). As cacofonias compreendem:

· assonância - Repetição de sílabas idênticas em vocábulos próximos: "um novo povo", "balão de São João", "Pude ver, nesta oportunidade, a realidade desta cidade".
· cacófato - Encontro de sílabas que formam nova palavra de sentido ridículo ou obsceno: "É de pôr com a mão", "Tirei da boca dela". Há casos de cacófatos internos ou intravocabulares, em que as sílabas da mesma palavra podem ser lidas de maneira separada de modo a produzir novas formas, inconvenientes: "É mulher que se disputa".

· colisão - Repetição de consoantes que torna difícil ou incômoda a pronúncia: "O trem entrou nos trilhos através da tração das três locomotivas" e "O rato roeu a roupa de renda da rainha do rei da Rússia".

· eco - Repetição de sílabas idênticas, com algum intervalo, de modo a se produzirem indesejáveis rima e ritmo na prosa: "Do fundo do meu coração, nasce esta expressão da minha gratidão" (LUFT, 1971) e "Vicente disse que sente, com freqüência, dor de dente".

· hiato - Seqüência de vogais que dificulta a pronúncia: "Vá à aula" (ALMEIDA, 1999) e "A água refresca a areia à noite".

· parequema - Encontro de sílabas iguais ou muito parecidas, que produz sonoridade desagradável: "Deixa a chave aí", "Essa é uma faca cara" e "Parece que vejo o teto torto".
Como se disse acima, essas ocorrências fonéticas são viciosas porque produzidas involuntariamente. Se o escritor produz esses efeitos sonoros de forma intencional, com objetivos estéticos, o resultado deixa de ser considerado vício. Assim, em "Zuniam as asas azuis", o mesmo efeito sonoro que poderia ser considerado vicioso (colisão), por ser provocado, denomina-se aliteração, recurso de estilo.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Flores pra você que veio me visitar!

Poesia do Cume

No alto daquela serra
Semeei uma roseira
O mato no Cume arde
A rosa no Cume cheira

Quando cai a chuva grossa
A água o Cume desce
O orvalho no Cume brilha
O mato no Cume cresce

Mas logo que a chuva cessa
Ao Cume volta alegria
Pois volta a brilhar depressa
O sol que no Cume ardia

E quando chega o Verão
E tudo no Cume seca
O vento o Cume limpa
E o Cume fica careca

Ao subir a linda serra
Vê-se o Cume aparecendo
Mas começando a descer
O Cume se vai escondendo

Quando cai a chuva fria
Salpicos no Cume caiem
Abelhas no Cume picam
Lagartos do Cume saiem

À hora crepuscular
Tudo no Cume escurece
Pirilampos no Cume brilham
E a lua no Cume aparece


E quando vem o Inverno
A neve no Cume cai
O Cume fica tapado
E ao Cume ninguém vai

Mas a tristeza se acaba
E de novo vem o Verão
O gelo do Cume cai
E todos ao Cume vão

(autor desconhecido) 

Falcão - No alto daquele cúme

No alto daquele cume
Plantei uma roseira
O vento no cume bate
A rosa no cume cheira

Quando vem a chuva fina
Salpicos no cume caem
Formigas no cume entram
Abelhas do cume saem
Quando vem a chuva grossa
A água do cume desce
O barro do cume escorre
O mato no cume cresce
Então quando cessa a chuva
No cume volta a alegria
Pois torna a brilhar denovo
O sol que no cume ardia
 (G# Fm A#m D#) 
No alto daquele cume
Plantei uma roseira
O vento no cume bate
A rosa no cume cheira

Quando vem a chuva fina
Salpicos no cume caem
Formigas no cume entram
Abelhas do cume saem
Quando vem a chuva grossa
A água do cume desce
O barro do cume escorre
O mato no cume cresce
Então quando cessa a chuva
No cume volta a alegria
Pois torna a brilhar denovo
O sol que no cume ardia
 
fonte: http://www.cifraclub.com.br/falcao/no-cume/http://www.cifraclub.com.br/falcao/no-cume/ 

quinta-feira, 29 de julho de 2010

A Águia e a Galinha

Era uma vez um camponês que foi a floresta vizinha apanhar um pássaro para mantê-lo em sua casa. Conseguiu pegar um filhote de águia. Colocou-o no galinheiro junto com as galinhas. Comia milho e ração própria para galinhas. Embora a águia fosse o rei/rainha de todos os pássaros. Depois de cinco anos, este homem recebeu em sua casa a visita de um naturalista. Enquanto passeavam pelo jardim, disse o naturalista:
- Esse pássaro aí não é galinha. É uma águia.
- De fato – disse o camponês. É águia. Mas eu criei como galinha.
Ela não é mas uma águia. Transformou-se em galinha como as outras, apesar das asas de quase três metros de extensão.
- Não – retrucou o naturalista. Ela é e será sempre uma águia. Pois tem um coração de águia. Este coração a fará um dia voar às alturas. - Não, não – insistiu o camponês. Ela virou galinha e jamais voará como águia. Então decidiram fazer uma prova. O naturalista tomou a águia, ergueu-a bem alto e desafiando-a disse: - já que você de fato é uma águia, já que você pertence ao céu e não a terra, então abra suas asas e voe! A águia pousou sobre o braço estendido do naturalista. Olhava distraidamente ao redor. Viu as galinhas lá embaixo, ciscando grãos. E pulou para junto delas. O camponês comentou:
- Eu lhe disse, ela virou uma simples galinha!
- Não – tornou a insistir o naturalista. Ela é uma águia.
E uma águia será sempre uma águia. Vamos experimentar novamente amanhã.
No dia seguinte, o naturalista subiu com a águia no teto da casa. Sussurrou-lhe:
- Águia, já que você é uma águia, abra as suas asas e voe!
Mas quando a águia viu lá embaixo as galinhas, ciscando o chão, pulou e foi para junto delas.
O camponês sorriu e voltou à carga:
- Eu lhe havia dito, ela virou galinha!
- Não – respondeu firmemente o naturalista. Ela é águia, possuirá sempre um coração de águia. Vamos experimentar ainda uma ultima vez. Amanhã a farei voar.
No dia seguinte, o naturalista e o camponês levantaram bem cedo. Pegaram a águia, levaram para fora da cidade, longe das casas dos homens, no alto de uma montanha. O sol nascente dourava os picos das montanhas. O naturalista ergueu a águia para o alto e ordenou-lhe:
- Águia, já que você é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, abra suas asas e voe!
A águia olhou ao redor. Tremia como se experimentasse nova vida. Mas não voou. Então o naturalista segurou-a firmemente, bem na direção do sol, para que seus olhos pudessem encher-se da claridade solar e da vastidão do horizonte.
Nesse momento, ela abriu suas potentes asas, grasnou com o típico kau-kau das águias e ergue-se, soberana, sobre se mesma. E começou a voar, a voar para o alto, a voar cada vez mais para o alto. Voou... voou... até confundir-se com o azul do firmamento... E Aggrey terminou conclamando: - Irmãos e irmãs, meus compatriotas! Nós fomos criados à imagem e semelhança de Deus! Mas houve pessoas que nos fizeram pensar como galinhas. E muitos de nós ainda acham que somos efetivamente galinhas. Mas nós somos águias. Por isso, companheiros e companheiras, abramos as asas e voemos . Voemos como as águias. Jamais nos contentemos com os grãos que nos jogarem aos pés para ciscar.
(Autor: Leonardo Boff)
(Co-autor: James Aggrey - Natural de GAMA, pequeno pais da África Ocidental.

Político que defendia a liberdade)

VOAR

Passamos uma vida presos
Qual pássaros em suas gaiolas!
Medo de amar!
Medo de olhar a vida de frente!
E naquele pequeno espaço,
Cantamos nossas dores e sonhos!
Muitas vezes se abrem
As portas de nossas gaiolas
Mas permanecemos ali
Acostumados...
Encolhidos...
Nas nossas vontades e sonhos!
Não tenhamos dúvidas!
À primeira oportunidade
Devemos alçar
O vôo dos falcões!
Calmo
Confiante
Determinado
Amar sem medo!
Brincar um pouco com a vida!
Não ter medo dos rochedos!
E sobre eles
Estender nossas asas
Corajosas de falcões!
E sair em busca
De nossos sonhos!
Como o Condor...
Tentar enxergar
As pequeninas coisas à nossa volta
E saber apreciá-las!
Dando um sentido novo
À nossa vida!
Não sermos como pássaros de gaiolas,
Mas, Falcões e Condores do céu!
A cada dia existe
Uma renovação constante
E nunca um dia
Será como o outro...
Não há dores eternas!
Não há lágrimas eternas!
Não há perdas eternas!
Há sorrisos esperando-nos...
Dias de sol
O abraço dos amigos, dos filhos.
E tantos sonhos lindos!
Um amor nos espera
Para voar... voar... voar...
Porque a vida
É um recomeçar diário
De um vôo!
E gaiolas não foram feitas
Para pássaros
Tampouco para Falcões!
(Leonardo Boff)

sábado, 24 de julho de 2010

Etiqueta em redes de relacionamento social

Comunição!
É sempre importante que o processo comunicativo seja realizado de maneira salutar! Agir e interagir são os verbos de ordem, entretanto é mister que o façamos com sabedoria e responsabilidade.
Consulte o artigo iinfraindicado que tem muito a contribuir para a formação e informação no exercício da cidadania - espaço comunicativo em redes, confira!

fonte: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI157611-15201,00-A+ETIQUETA+DO+FACEBOOK.html

sexta-feira, 18 de junho de 2010

IX CONGRESSO DE DIREITO ADMINISTRATIVO


Conteúdo:  16 de junho, Quarta-Feira
08:30 – 09:00h – Credenciamento e entrega de material
09:00h – Abertura

09:30h – Conferência de Abertura
O poder de polícia e o Estado Social
Clovis Beznos (SP)
Presidente do Instituto Brasileiro de Direito Administrativo. Professor da PUC-SP.

10h30 – Painel 1 – Gestão Municipal
Concessões urbanísticas – questões concretas
Adilson Dallari (SP)
Advogado. Doutor em Direito (PUC-SP). Professor da PUC-SP.
Transporte coletivo municipal: regulação, eficiência e subsídios do poder público
Paulo Roberto Ferreira Motta (PR)
Doutor e Mestre em Direito(UFPR). Presidente do IPDA.
Consórcios Municipais – experiências concretas
Cristiana Fortini (MG)
Doutora em Direito Administrativo (UFMG). Professora da UFMG. Procuradora-Geral Adjunta de Belo Horizonte.

14h – Painel 2 – Direito fundamental a um meio ambiente equilibrado
Aquecimento global: entre mitos e realidades
Jean Marie Lambert (GO)
Doutor em Ciências Políticas (Universite de l'Etat a Liege, Bélgica).Professor titular da PUC-GO.
Proteção Ambiental e direito adquirido
Daniela Libório (SP)
Doutora e Mestre em Direito Urbanístico (PUC-SP). Professora da PUC-SP.
Compensação ambiental e seus efeitos
Edis Milaré (SP)
Advogado e Consultor em Direito Ambiental. Procurador de Justiça do Estado de São Paulo (aposentado). Mestre em Direito Processual Civil (USP).

16:00h DEBATE: Licitações e contratos: temas polêmicos
Formalismos e formalidades na Lei de Licitações
Nova Lei de licitações
Desafios para um controle eficaz das licitações públicas
A Lei Goiana de licitações
Terceirizações
Marcos Juruena Villela Souto (RJ)
Doutor e Mestre em Direito (UGF). Procurador do Estado do Rio de Janeiro.
Edgar Guimarães (PR)
Advogado. Mestre em Direito (PUC-SP). Consultor jurídico do TCE-PR.
Rodrigo Valgas (SC)
Advogado. Mestre em Direito (UFPR). Presidente do IDASC.
Antônio Flávio de Oliveira (GO)
Procurador do Estado de GO. Professor da Universo.
Márcio Cammarosano (SP)
Doutor e Mestre em Direito (PUC-SP). Professor da PUC-SP. Presidente do IBDM.

Dia 17 de junho, Quinta-Feira
09:00h – Painel 5 – Servidores Públicos
Questões sobre teto remuneratório: limites aplicáveis aos Conselheiros e servidores dos Tribunais de Contas
Valmir Pontes Filho (CE)
Advogado. Mestre em Direito (PUC-SP). Professor titular da Universidade de Fortaleza.
Planos de carreira: enquadramentos e direitos adquiridos
Emerson Gabardo (PR)
Doutor e Mestre em Direito (UFPR). Professor da PUC-PR. Advogado.
Questões atuais sobre o regime próprio de previdência
Paulo Modesto (BA)
Promotor de Justiça. Professor da UFBA. Presidente do Instituto Brasileiro de Direito Público.

11h – Conferência: O direito dos contratos administrativos e a corrupção
Marçal Justen Filho (PR)
Doutor e Mestre em Direito Público (PUC-SP). Advogado.

14:00h – Painel 6 – O Estado em Juízo
O processo administrativo como meio de prevenção e solução de litígios judiciais
João Batista Gomes Moreira (DF)
Desembargador Federal do TRF-1ª Região. Doutor e Mestre em Direito Administrativo (UFMG)
Nova lei do Mandado de Segurança: avanços?
Flávio Henrique Unes Pereira (DF)
Mestre em Direito Público (UFMG). Presidente do Instituto de Direito Administrativo do Distrito Federal. Advogado.
Presunção de veracidade no processo disciplinar
Spiridon Anyfantis (GO)
Promotor de Justiça. Mestre em Direito (UFG). Professor das Faculdades Alfa e da Escola Superior da Magistratura de Goiás.

16h00–Painel 6: Controle da Administração Pública
Desafios para o controle das empresas estatais
Letícia Queiroz Andrade (SP)
Mestre em Direito (PUC-SP). Professora da PUC-SP. Advogada.
Controle externo da discricionariedade: evolução ou retrocesso?
Carlos Vinícius Alves Ribeiro(GO)
Promotor de Justiça. Mestrando em Direito do Estado (USP).
Controle da Administração – alterações legislativas propostas
Luciano Ferraz (MG)
Doutor e Mestre em Direito (UFMG). Professor Adjunto da UFMG. Advogado.

Dia 18 de junho, Sexta-Feira
09:00h – Painel 4 – Direito fundamental à segurança pública
Desafios para o financiamento da segurança pública
Demóstenes Torres (DF)
Senador da República. Presidente da Comissão de Constituição e Justiça.
Novos modelos de gestão da segurança pública
Maurício Campos Júnior (MG)
Professor Titular da PUC-MG. Ex- Secretário de Defesa Social do Estado de Minas Gerais.
Exercício de atividades ligadas à segurança pública por particulares
José dos Santos Carvalho Filho (RJ)
Mestre em Direito (UFRJ). Professor da UFF e UCAM. Consultor jurídico do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.

11:00h – Conferência: A constitucionalização do Direito Administrativo: reflexos na legalidade e discricionariedade
Maria Sylvia Z. Di Pietro(SP)
Professora titular de Direito Administrativo da USP>

14h – Painel 3: Sanções Administrativas
Princípio da legalidade e o ilícito administrativo: limites à função normativa
Weida Zancaner (SP)
Mestre em Direito (PUC-SP). Professora da PUC-SP.
Interpretação e aplicação dos princípios jurídicos na atividade sancionadora
Nélson Figueiredo (GO)
Advogado. Professor da UFG.

16:30 h – Conferências de Encerramento

Processo administrativo e presunção de inocência
Romeu Bacellar Filho
Doutor em Direito (UFPR). Professor titular de Direito Administrativo (PUC-PR). Professor da UFPR. Presidente da Associação de Direito Público do MERCOSUL.

O regime jurídico administrativo
Celso Antônio Bandeira de Mello
Professor Emérito da PUC-SP. Livre Docente em Direito Administrativo (PUC-SP).
Palestrantes:  Prof. CLÓVIS BEZNOS (SP)
(Professor da Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica/ SP, Mestre e Doutor em Direito pela PUC/SP, Presidente do Instituto Brasileiro de Direito Administrativo – IBDA, Advogado)

Prof. ADILSON DALLARI (SP)
(Advogado, Doutor em Direito (PUC-SP) e Professor da PUC-SP)

Prof. PAULO ROBERTO FERREIRA MOTTA (PR)
(Advogado, Mestre e Doutor em Direito do Estado (UFPR), Presidente do IPDA, Professor de Direito Administrativo da Universidade Tuiuti do Paraná e o do Instituto Romeu Felipe Bacellar)

Profa. CRISTIANA FORTINI (MG)
(Doutora em Direito Administrativo pela UFMG, Procuradora Geral Adjunta de Belo Horizonte, Presidente do IMDA – Instituto Mineiro de Direito Administrativo, Coordenadora de direito administrativo da ESA – Escola Superior da OAB/MG, Professora de Mestrado e Graduação)

Prof. JEAN MARIE LAMBERT (GO)
(Doutor em Ciências Políticas (Universite de l'Etat a Liege, Bélgica), Professor titular da PUC - GO)

Profa. DANIELA LIBÓRIO (SP)
(Mestre e Doutora em Direito Urbanístico e Ambiental pela PUC/SP, Advogada, Professora da graduação e pós-graduação da PUC/SP)

Prof. EDIS MILARÉ (SP)
(Advogado e Consultor em Direito Ambiental, Procurador de Justiça do Estado de São Paulo(aposentado), Mestre em Direito Processual Civil (USP)

Prof. MARCOS JURUENA VILLELA SOUTO (RJ)
(Mestre e Doutor em Direito pela Gama Filho (RJ); Procurador do Estado do Rio de Janeiro; Professor nas Universidades UNICURITIBA, em Curitiba, Gama Filho, no Rio de Janeiro e Cândido Mendes, no Rio de Janeiro)

Prof. EDGAR GUIMARÃES(PR)
(Advogado em Curitiba/PR, Mestre e Doutorando em Direito Administrativo pela PUC/SP, Professor de Direito Administrativo no curso de Pós-graduação da FAE Business S-chool, Professor de Licitações no curso de pós-graduação do Instituto de Direito Romeu Fe-lipe Bacellar, do Instituto de Direito Administrativo de Goiás e da Estação/IBMEC Business School, Consultor Jurídico do Tribunal de Contas do Estado do Paraná)

Prof. RODRIGO VALGAS (SC)
(Advogado, Mestre em Direito (PUC-SP) e Presidente do IDASC)

Prof. Dr. MÁRCIO CAMMAROSANO (SP)
(Advogado. Doutor e Mestre em Direito (PUC-SP). Presidente do Instituto Brasileiro de Direito Municipal. Autor
de diversos artigos jurídicos e do livro "O princípio constitucional da moralidade e o exercício da função administrativa").

Prof. ANTÔNIO FLÁVIO (GO)
(Procurador do Estado de Goiás, Professor de Direito Administrativo e Constitucional pela UNIVERSO, Professor de Direito Constitucional pela Escola de Magistratura, Membro do IDAG e da Academia Goiana de Direito)

Prof. VALMIR PONTES FILHO (CE)
(Advogado, Mestre em Direito (PUC-SP), Professor titular da Universidade de Fortaleza)

Prof. EMERSON GABARDO (PR)
(Advogado em Curitiba, Doutor em Direito do Estado pela UFPR, Professor da PUC-PR, Diretor Geral do Instituto de Direito Romeu Felipe Bacellar, Diretor Executivo da Revista A & C – Revista de Direito Administrativo e Constitucional, Ed. Fórum)

Prof. PAULO MODESTO (BA)
(Promotor de Justiça do Estado da Bahia, Professor de Direito Administrativo na Universidade Federal da Bahia e do Centro de Cultura Jurídica da Bahia, Editor do Site Direito do Estado, Presidente do Instituto Brasileiro de Direito Público)

Prof. MARÇAL JUSTEN FILHO (PR)
(Doutor e Mestre em Direito Público (PUC-SP), Advogado)

Dr. JOÃO BATISTA GOMES MOREIRA (DF)
(Desembargador Federal do TRF-1ª Região, Doutor e Mestre em Direito Administrativo (UFMG))

Prof. FLÁVIO HENRIQUE UNES PEREIRA (DF)
(Mestre e doutorando em Direito Administrativo pela UFMG, Presidente do Instituto de Direito Administrativo do Distrito Federal, Professor de Direito Administrativo do IDP e do IDAG)

Prof. SPIRIDON ANYFANTIS (GO)
(Promotor de Justiça do Estado de Goiás, Professor de Direito Administrativo da ALFA, Mestre em Direito pela UFG, Diretor do IDAG)

Profa. LETÍCIA QUEIROZ ANDRADE (SP)
(Mestre em Direito (PUC-SP), Professora da PUC-SP e Advogada)

Prof. CARLOS VINÍCIUS ALVES RIBEIRO(GO)
(Promotor de Justiça, Mestrando em Direito do Estado (USP))

Prof. LUCIANO FERRAZ (MG)
(Doutor e Mestre em Direito Administrativo (UFMG), Professor da UFMG(Graduação, mestrado e doutorado), Advogado e pareceirista)

Sen. DEMÓSTENES TORRES (DF)
(Senador da República, Presidente da Comissão de Constituição e Justiça)

Prof. MAURÍCIO CAMPOS JÚNIOR (MG)
(Professor titular da PUC-MG, Ex-Secretário de Defesa Social do Estado de Minas Gerais)

Prof. JOSÉ DOS SANTOS CARVALHO FILHO (RJ)
(Mestre em Direito (UFRJ), Procurador de Justiça Aposentado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, Professor da Universidade Candido Mendes e autor do livro Curso de Direito Administrativo)

Profa. MARIA SYLVIA ZANELLA DI PIETRO (SP)
(Professora titular de Direito Administrativo da USP, Doutora em Direito do Estado (USP), Autora, dentre outras, das obras "Direito Administrativo", "Parcerias na Administração Pública" e "Discricionariedade Administrativa na Constituição de 1988", todas publicadas pela Editora Atlas)

Profa. WEIDA ZANCANER (SP)
(Professora de Direito administrativo da PUC-SP, Mestre em Direito pela PUC-SP, Autora, dentre outras, do livro “A convalidação e da invalidação do atos administrativos”)

Prof. NÉLSON FIGUEIREDO (GO)
(Advogado, Professor da UFG)

Prof. ROMEU BACELLAR FILHO (PR)
(Advogado militante na área do Direito Administrativo, Doutor em Direito do Estado pela UFPR, Professor Titular de Direito Administrativo pela PUC/PR e Professor da UFPR, Presidente da Associação de Direito Público do Mercosul, Presidente do Instituto Paranaense de Direito Administrativo e da Associação Ibero-americana de Direito Público, Conselheiro Federal da Ordem dos Advogados do Brasil)

Prof. CELSO ANTÔNIO BANDEIRA DE MELLO (SP)
(Professor Titular de Graduação e Pós-graduação Direito Administrativo pela PUC-SP, Mestre e Doutor em Direito pela PUC, Membro Fundador do Instituto Brasileiro de Direito Administrativo e do Instituto de Direito Administrativo Paulista, Membro do Instituto Internacional de Derecho Administrativo Latinoamericano, Fundador e Diretor da Revista Trimestral de Direito Público)
Local do Curso:  Centro de Convenções de Goiânia - GO
Carga Horária:  30 horas

quinta-feira, 10 de junho de 2010

PENSAR EDUCAÇÃO 2010

"Sem comunicação não há educação::quanto maior a conexão, melhor fica a educação"




CONFERÊNCIAS
09/06 -
  1. Professor ativista: Construindo conexões em rede - Nelson Pretto
  • As tecnologias não mudam a prática; a prática tem que apropriar-se das tecnologias
  • O celular é um anciolitico eletronico, o pai liga, se o filho atende o pai relaxa: ta vivo! Gostei @Rivoltella
  • @Rivoltella afirma que a realidade da comunicacao esta integrada nas tics digitais.
  • @Rivoltella afirma q situacao dos profs na Italia e mto semelhante daqui. Desafios planetarios, portanto!
 
  1. Educação: Culturas Digitais, Mídias Sociais e Cidadania - Pier Cesare Rivoltella
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    Telemothering 


      10/06 -
      1. As Ondas de Mudança da Sociedade: a importância da Educação e da Comunicação - Helena Gasparini



      •  a tecnologia ajuda a educação
      • e a educação dos pais, como deve ser? "é constante a pergunta da família se questionando o que realmente pode ser considerado certo ou errado na criação dos filhos. os edcadores, de maneira geral, se colocam em dúvida sobre o modismo dominante entre as crianças e os jovens, na incerteza de proibir ou não, determinados usos"
      • é preciso atualizar através das mudanças, da quebra de paradigmas :: "a educação é desafio constante. muda conforme a época - dessa forma educar exige flexibilidade e atenção permanente dos educadores, para acompanhar as rápidas mudanças às quais as crianças se adaptam facilmente. quando éramos os filhos, nossos pais também setiram muitas dificuldades, peculiares a sua realidade. enquanto, atualmente, nos preocupamos com o uso indevido que as criaças possam fazer da internet e dos celulares, nossos avós receiavam como os nossos pais usavam a televisão" 
      • [...] "os pequenos tiranos são frutos do poder outorgado pelos pais permissivos, que lhes dão tudo, mas não o valor da conquista, da segurança, do respeito pelo outro, da vida, do amor. Ou, pelo contrario, pais autoritários, que usam a pressão psicológica e a força física, na impotência da sua autoridade, marcando a criança, externa e internamente, qua a inutiliza em seu desenvolvimento podendo gerar um vulcão social de agressividade e violência." 
      • [...] "a atenção participativa, o diálogro franco, o afeto nos pequenos gestos, capazes de motivar emoções, podem influencia mais a formção da personalidade do filho, do que presentes, gritos o até a indiferença"
      • a educação formal na escola requer prparo dos educadores na capacitação coninuada = aprender a aprender e aprender a desaprender

      1. Painel: As mídias Como ferramentas da Educação
      • internet: Volney Faustini
      • jornalismo: Cileide Alves
      • cultura: Wolney Unes
      • cinema: Luiz Edurdo Jorge
      • coordenação: Elianda Tiballi
      11/06 -
      1. Integração de Mídias e Tenologias ao Currículo - Maria Elizabeth Bianconcini
      • "as características constitutivas da tecnologia digital de representação do conhecimento em hipertexto, busca, atualização e articulação de informações e autoria, propiciam novos modos de expressar ideias, comunicar, aprender e ensinar"
      • [...] "a palavra chave é integraçao entre tecnologias e currículo que se estabelece numa ótica de transformação da escola e da sala de aula em um espaço de experiência, de ensino e de aprendizagem ativa, de formação de cidadãos e de vivência democrática, ampliado pela presença das tecnologias"
      • [...] "é importante ressaltar que as tecnologias digitais como instrumentos de informação e comunicação são constituídas de interfaces digitais, que fazem a mediação entre os sistemas computacionais ou entre estes sitemas e as pessoas ou ainda entre as pessoas por meio desses sistemas. assim, o uso dessas tecnologias implica romper com a linearidade da representação do pensamento e implicam novas formas de expressar o pensamento, comunicar, perceber o espaço e o tempo, organizar e produzir conhecimento com o uso de múltiplas linguagens (escrita, visual, sonora...)"
      1. Educação em Mundos Viruais: desafios e perspectivas para a inovação - Eliane Schelmmer
      •  "o desenvolvimento do professor requer contínuos investimentos na construção e reconstrução do saber pedagógico e tecnológico"
      • "os ambientes virtuais de aprendizagem nos abre caminhos para formas diferentes de organização do processo ensino-aprendizagem. Vale a pena inovar, testar, experimentar, não apenas com o propósito de adequar-nos a uma realidade moderna, mas principalmente para que possamos questionar e refletir sobre aquilo que bem conhecemos"
      12/06 -
      1. O poder da palavra: o sentimento na educação - Arquilau Romão










      • somos arquitetos do nosso destino
      • que tipo de aluno queremos formar?
      • leituras de mundo (Freire): o dito e o feito
      • quero um aluno de cabeça bem feita, não quero um aluno de cabeça cheia
      • pare para pensar ou pense sem parar?
      • pense duas vezes antes de agir ou aja duas vezes antes de pensar?

      • ENTUSIASMO = (do grego en + theos, literalmente 'em Deus') originalmente significava inspiração ou possessão por uma entidade divina ou pela presença de Deus. Atualmente, pode ser entendido como um estado de grande euforia e alegria, refletindo em uma consequente coragem. Uma pessoa estusiasmada está disposta a enfrentar dificuldades e desafios, não se deixando abater e transmitindo confiança aos demais ao seu redor. O entusiasmo pode portanto ser considerado como um estado de espírito otimista. (wikipédia)
      • ENCORAJAMENTO =
      • ÂNIMO =
      • ENFEZADO = hostil
        1. Pedagogia Circense e Escola Circo - Dom Fernando

        sábado, 5 de junho de 2010

        Poetizando a gramática

        Disseram-me que se trata de redação feita por uma aluna do curso de Letras, da UFPE Universidade Federal de Pernambuco (Recife), que venceu um concurso interno promovido pelo professor titular da cadeira de Gramática Portuguesa.


        Era a terceiram vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador. Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. E o artigo era bem definido, feminino, singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal.


        Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanáticos por leituras e filmes ortográficos. O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar.


        O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse pequeno índice. De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: ótimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela em seu aposto.


        Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave e gostosa. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela. Ficaram conversando, sentados num vocativo, quando ele começou outra vez a se insinuar.


        Ela foi deixando, ele foi usando seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo, todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto.


        Começaram a se aproximar, ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente: se abraçaram, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois. Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula; ele não perdeu o ritmo e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois gêneros.


        Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa. Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto, ia tomando conta.


        Estavam na posição de primeira e segunda pessoa do singular, ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular. Nisso a porta abriu repentinamente. Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas. Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou o seu particípio na história.


        Os dois se olharam, e viram que isso era melhor do que uma metáfora por todo o edifício. O verbo auxiliar se entusiasmou e mostrou o seu adjunto adnominal. Que loucura, minha gente. Aquilo não era nem comparativo: era um superlativo absoluto. Foi se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado para seus objetos.


        Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma mesóclise-a-trois. Só que as condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo, e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.


        O substantivo, vendo que poderia se transformar num artigo indefinido depois dessa, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, jogou-o pela janela e cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.


        fonte: recebido através da rede e-mail. 

        sábado, 24 de abril de 2010

        Cartografia

        diz o investigador: 
        [...] o tema é mapas cartográficos:Marcador,Peters ,cônico e cilíndrica quero saber tudo sobre eles especificandoas diferença entre eles e as característicasdeles!! so que o que eu mais quero mesmo é imagens dessas coisas! :) eu não acho o mais legal e se eu acho eu não sei se é mesmo do ser humano ex:marcador e peters! [...]

        diz o colaborador:
        A primeira coisa que você tem que saber é que todo tipo de mapa tem algum tipo de erro, que pode ser o formato dos continentes, as áreas, etc. Por isso, qualquer pessoa que for tentar reproduzir o mundo, vai ter que escolher o "erro" que não interfira no objetivo do mapa. É aí que entra os tipos de projeções:(você vai entender ao longo da resposta, não se preocupe)
        - Projeção cilíndrica: existem dois tipos de projeções cilíndricas, a de mercator e a de peters. Ela recebe esse nome porque é como se você tentasse envolver o globo terrestre com uma folha em forma de cilindro, como mostra a primeira figura.( que eu coloquei na fonte)
        Agora, eu vou explicar o que é cada uma. A de mercators foi criada por um cara chamado Mercator (nome sugestivo, não é?) e as características são manter a forma e distorcer a área, ou seja, o "erro", são as áreas dos continentes, principalmente os que estão mais próximos dos pólos, tipo EUA e Europa( para você ter uma ideia, a groelândia é nove vezes menor que a américa do sul, e olha como ela é apresentada na segunda figura!!!) Infelizmente para nós, esse é o tipo de mapa mais usado hoje em dia.
        Daí, chega um cara chamado Peters e decide criar uma projeção que faça o contrário: manter as áreas e distorcer as formas, principalmente as próximas da linha do equador. Para a alegria dos brasileiros, nossa terra foi esticada!!! ( é só ver na terceira figura). Por causa disso, essa projeção foi apelidada de "terceiro-mundista" ou "solidária". Além disso, algumas pessoas até invertem os hemisférios, já que eles são só convenções políticas.(é só ver a figura quatro). A pena é que, mesmo representando bem as áreas (o que pode ser até um benefício), os "grandes de cima" conseguiram fazer com que ela não fosse muito utilizada hoje em dia.
        Só pra te dar umas características cartográficas pro seu trabalho, a projeção cilindrica possui paralelos e meridianos retos e formando ângulos de 90 graus.

        -Projeção cônica: é a mesma ideia da cilindrica, ela tenta envolver o mundo com um cone( ver figura cinco). Como resultado, quanto mais longe do ponto principal, mais deformada vai ficar( ver figura seis). Ela quase nem tem importância hoje em dia, ja que ninguem usa.
        Dessa vez, os paralelos são tortos(circulares) e os meridianos são retos.
        -Projeção plana: até que a ideia é legal, tentar tipo que tirar uma foto do globo(ver figura sete). Por causa disso, ela representa o formato e a área com mais fidelidade que as outras, mas só se a área for pequena. Pra você ter uma ideia, até essa projeção os EUA conseguiram usar pra se dar bem. É só ver o símbolo da ONU (figura oito)!!!!!!!!!!!! Eles, como se ja não bastasse a de mercator, se colocaram no centro do mundo!!!!!!!!!
        Nessa projeção, que também pode se chamar azimutal, os meridianos tam bém são reto e os paralelos são tortos.

        Desculpa ter escrito tanto, mas tem, ainda, muito mais coisa pra falar ( que também não são tão importantes).Eu tentei explicar só o que merece destaque.

        Espero ter ajudado

        Fonte(s):

        terça-feira, 6 de abril de 2010

        Quase

        Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase.

        É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.

        Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou.

        Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.

        Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.

        A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.

        Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.

        O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.

        Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém,preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.

        Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo.

        De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.

        Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.

        Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

        (Autoria atribuída a Luís Fernando Veríssimo, mas que ele mesmo diz ser de Sarah Westphal Batista da Silva, em sua coluna do dia 31 de março de 2005 do jornal O Globo)

        terça-feira, 30 de março de 2010

        TEXTO PARA ANÁLISE - Podres poderes

        Caetano Veloso

        Composição: Caetano Veloso
        Enquanto os homens exercem
        Seus podres poderes
        Motos e fuscas avançam
        Os sinais vermelhos
        E perdem os verdes
        Somos uns boçais...

        Queria querer gritar
        Setecentas mil vezes
        Como são lindos
        Como são lindos os burgueses
        E os japoneses
        Mas tudo é muito mais...

        Será que nunca faremos
        Senão confirmar
        A incompetência
        Da América católica
        Que sempre precisará
        De ridículos tiranos
        Será, será, que será?
        Que será, que será?
        Será que esta
        Minha estúpida retórica
        Terá que soar
        Terá que se ouvir
        Por mais zil anos...

        Enquanto os homens exercem
        Seus podres poderes
        Índios e padres e bichas
        Negros e mulheres
        E adolescentes
        Fazem o carnaval...

        Queria querer cantar
        Afinado com eles
        Silenciar em respeito
        Ao seu transe num êxtase
        Ser indecente
        Mas tudo é muito mau...

        Ou então cada paisano
        E cada capataz
        Com sua burrice fará
        Jorrar sangue demais
        Nos pantanais, nas cidades
        Caatingas e nos gerais
        Será que apenas
        Os hermetismos pascoais
        E os tons, os mil tons
        Seus sons e seus dons geniais
        Nos salvam, nos salvarão
        Dessas trevas e nada mais...

        Enquanto os homens exercem
        Seus podres poderes
        Morrer e matar de fome
        De raiva e de sede
        São tantas vezes
        Gestos naturais...

        Eu quero aproximar
        O meu cantar vagabundo
        Daqueles que velam
        Pela alegria do mundo
        Indo e mais fundo
        Tins e bens e tais...

        Será que nunca faremos
        Senão confirmar
        Na incompetência
        Da América católica
        Que sempre precisará
        De ridículos tiranos
        Será, será, que será?
        Que será, que será?
        Será que essa
        Minha estúpida retórica
        Terá que soar
        Terá que se ouvir
        Por mais zil anos...

        Ou então cada paisano
        E cada capataz
        Com sua burrice fará
        Jorrar sangue demais
        Nos pantanais, nas cidades
        Caatingas e nos gerais...

        Será que apenas
        Os hermetismos pascoais
        E os tons, os mil tons
        Seus sons e seus dons geniais
        Nos salvam, nos salvarão
        Dessas trevas e nada mais...

        Enquanto os homens
        Exercem seus podres poderes
        Morrer e matar de fome
        De raiva e de sede
        São tantas vezes
        Gestos naturais
        Eu quero aproximar
        O meu cantar vagabundo
        Daqueles que velam
        Pela alegria do mundo...

        Indo mais fundo
        Tins e bens e tais!
        Indo mais fundo
        Tins e bens e tais!
        Indo mais fundo
        Tins e bens e tais!

        (VELOSO, Caetano. In: velô). LP Philips 824024 1984 LadoA faixa )